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Um dos pedágios mais caros do Brasil é desativado após 28 anos no RS; entenda
04/03/2026
(Foto: Reprodução) Um dos pedágios mais caros do Brasil é desativado após 28 anos no RS; entenda
As praças de pedágio do polo rodoviário de Pelotas estão desativadas desde a meia-noite desta quarta-feira (4). O contrato entre o governo federal e a concessionária Ecovias Sul chegou ao fim às 23h59 de terça (3), encerrando 28 anos de operação no Sul do Rio Grande do Sul.
Ao todo, quatro praças deixarão de cobrar tarifa: Canguçu e Rio Grande, na BR‑392, e Pelotas e Jaguarão, na BR‑116. Motoristas de carros deixam de pagar R$ 19,60 em cada uma delas — a tarifa mais cara do estado e entre as dez maiores do Brasil. Em 2024, os pedágios chegaram a ser os mais caros do Brasil.
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Caminhoneiros também terão redução significativa. Em viagens entre Porto Alegre e Rio Grande, por exemplo, deixarão de pagar cerca de R$ 350. As tarifas atuais variam de R$ 39,10 a R$ 117,40, dependendo do número de eixos. "Um 9 eixos é R$ 235. Não tem como, é muito caro", disse o caminhoneiro Cláudio da Silva.
Com o fim da cobrança, a gestão dos trechos volta para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Segundo o órgão, quatro contratos terceirizados foram encaminhados para garantir manutenção rotineira, incluindo roçada, drenagem e conservação da pista.
"Nós não temos equipamentos. Nós contratamos empresas para fins de execução das obras", afirma o superintendente do Dnit no RS, Hiratan Pinheiro da Silva.
Já o resgate e o socorro deixam de ser responsabilidade da concessionária e passam a ser operados por cada município. A Ecovias Sul desligará cinco ambulâncias e uma UTI móvel. No último ano, foram registradas 13 ocorrências diárias nos trechos.
Para suprir a demanda, o Samu de Pelotas pretende ampliar a frota e contratar 10 profissionais. "Solicitamos mais uma ambulância, uma unidade de suporte básico e uma viatura de intervenção rápida", disse Marcelo Rodrigues da Rosa, diretor da rede de urgência e emergência do município.
As balanças de pesagem de Pelotas e Rio Grande também serão desligadas e passarão a ser responsabilidade do DNIT. Segundo a concessionária, 27 mil veículos foram autuados por excesso de carga nos últimos cinco anos. O Dnit avalia incluir o serviço em um aditivo contratual para retomar a operação.
Para a Polícia Rodoviária Federal, o tempo de resposta é o principal ponto de atenção. "Uma empresa estrategicamente posicionada na rodovia, logicamente, tem um tempo de resposta mais curto do que o Estado conseguirá prover", disse o chefe de delegacia da PRF, Daniel Pitrez.
A concessão começou em 1998 por 15 anos e foi prorrogada em 2013 até 2026. Um contrato emergencial chegou a ser tratado neste ano, mas não avançou. A nova concessão só deve entrar em vigor em 2027, com previsão de mais de R$ 6 bilhões em investimentos.
A licitação está a cargo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O processo inclui audiências públicas marcadas para este mês: no dia 12, em Brasília; no dia 18, em Pelotas; e no dia 20, em Porto Alegre.
Um dos pedágios mais caros do Brasil será desativado após 28 anos no RS
Reprodução/RBS TV
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